Principais causas de falhas hidráulicas no offshore
Conheça as principais causas de falhas hidráulicas no offshore e saiba como contaminação, água, corrosão e temperatura afetam os sistemas.

Os sistemas hidráulicos utilizados no setor offshore trabalham em um dos ambientes mais exigentes da indústria. Operação contínua, atmosfera salina, umidade, altas pressões, vibração e dificuldade de acesso para manutenção fazem com que problemas relativamente simples possam evoluir para falhas críticas.
Bombas, válvulas, cilindros, motores, mangueiras, conexões e o próprio fluido hidráulico estão sujeitos a condições que exigem atenção constante da manutenção.
Entre as principais causas de falhas hidráulicas no offshore estão contaminação do óleo, presença de água, corrosão, temperatura inadequada, vazamentos, especificação incorreta de componentes e manutenção deficiente.
Entender cada uma delas é o primeiro passo para aumentar a confiabilidade e a disponibilidade dos equipamentos.
Por que a contaminação do óleo causa tantas falhas hidráulicas?
Isso acontece porque no offshore partículas sólidas presentes no óleo circulam por componentes que trabalham com folgas extremamente pequenas. Com o tempo, essa contaminação pode provocar desgaste abrasivo, travamento de válvulas, perda de eficiência e danos a bombas e outros componentes.
Em sistemas críticos, como o offshore, qualquer parada representa prejuízos de centenas de milhares de dólares. Por isso, não basta verificar visualmente o fluido. É importante acompanhar seu nível de limpeza e compará-lo às exigências do equipamento.
Nesse sentido, normas como a ISO 4406 são referências que você deve utilizar para classificar a contaminação por partículas no fluido hidráulico. Sendo assim, para controlar a contaminação do óleo segundo a ISO 4406, você deve usar um contador de partículas como o Parker icount.
Monitorar e filtrar o fluido de forma estratégica é essencial para você que quer reduzir custos de manutenção, principalmente em equipamentos que operam continuamente e em condições severas, como o offshore. Afirma o engenheiro Eduardo Bianchese, proprietário da Industrial 4.0.
Como a água compromete o sistema hidráulico offshore?
No offshore, a presença constante de umidade torna a contaminação por água uma preocupação ainda maior.
A água pode estar presente no óleo de diferentes formas, incluindo água livre, emulsificada e dissolvida, e contribuir para corrosão, degradação do fluido, desgaste e redução da vida útil dos componentes.
Dependendo da condição do óleo, a solução pode exigir mais do que uma filtragem convencional.
Utilize tecnologias de desidratação a vácuo, como o Parker AquaVac, para remover água do fluido e recuperar sua condição sem depender simplesmente da substituição de todo o óleo.
Por que a corrosão é tão crítica no offshore?
Atmosfera marítima, umidade e presença de sais tornam a corrosão um dos grandes desafios para equipamentos offshore.
Tubulações, conexões e outros componentes metálicos inadequadamente especificados podem sofrer degradação, favorecendo vazamentos e aumentando a necessidade de intervenções.
Por isso, a prevenção começa ainda na engenharia.
Em aplicações expostas a ambientes altamente corrosivos, materiais e tecnologias adequados às condições de trabalho, como conexões Parker em aço inox EO Plus e EO2 Plus, aumentam a resistência do sistema e reduzem o risco de vazamentos.
O que o superaquecimento pode causar?
Temperaturas excessivas alteram as condições de funcionamento do óleo hidráulico e podem acelerar sua degradação.
Quando a viscosidade cai além da faixa adequada para a aplicação, a capacidade de lubrificação e vedação pode ser prejudicada, aumentando desgaste e perdas internas.
O superaquecimento pode estar relacionado a diferentes fatores, como dimensionamento inadequado, perdas de carga, problemas no sistema de refrigeração ou condições anormais de operação.
Por isso, temperatura é uma variável que você deve ser monitorar, e não apenas observar quando a máquina começa a apresentar problemas.
Por que vazamentos hidráulicos precisam ser investigados?
Um vazamento não representa apenas perda de óleo.
Ele pode indicar problemas em vedações, mangueiras, conexões, montagem, pressão ou condição dos componentes.
No offshore, as consequências podem ser ainda mais relevantes devido à criticidade da operação e às exigências ambientais.
Em vez de simplesmente reapertar ou substituir o ponto que apresenta vazamento, é importante identificar sua causa. Quando o problema é recorrente, a falha pode estar na especificação ou na condição do sistema.
Assim como, monitorar a contaminação, no offshore monitorar vazamentos é uma ação estratégica.
Componentes mal especificados também causam falhas?
Sim. Um componente pode estar funcionando exatamente como foi projetado e, ainda assim, ser inadequado para aquela aplicação.
Pressão, vazão, temperatura, compatibilidade química, vibração, material e condições ambientais precisam ser considerados durante a especificação.
No offshore, esse cuidado é ainda mais importante. Afinal, uma conexão inadequada ao ambiente corrosivo ou um sistema de filtragem incompatível com a classe de limpeza necessária pode reduzir a confiabilidade de todo o conjunto.
Por isso, especificação técnica deve fazer parte da estratégia de manutenção e confiabilidade.
Quando a própria manutenção pode provocar uma falha?
Intervenções também representam oportunidades para introduzir contaminação no circuito.
Abertura de tubulações, substituição de componentes, abastecimento com óleo sem filtragem adequada e montagem em condições inadequadas podem inserir partículas e outros contaminantes no sistema.
Por isso, após grandes intervenções, reformas, montagem de tubulações ou comissionamento, pode ser necessário realizar um flushing hidráulico para remover os contaminantes presentes no circuito antes da entrada em operação.
Da mesma forma, você deve testar componentes reparados antes de retornar a uma aplicação crítica.
Como prevenir as principais falhas hidráulicas no offshore?
Não existe uma única medida capaz de evitar todos esses problemas. A confiabilidade vem da combinação de diferentes práticas:
controle da contaminação → monitoramento do óleo → filtragem → controle da água → prevenção da corrosão → controle de temperatura → flushing → testes → manutenção e engenharia.
Quanto antes você indentificar uma alteração na condição do sistema, maiores são as possibilidades de agir antes que ela evolua para uma parada não programada.
Por isso, uma estratégia de manutenção offshore deve olhar para o sistema hidráulico como um todo, e não somente para o componente que apresentou a falha.
E depois de identificar as causas?
Conhecer as causas é apenas o primeiro passo. O próximo é estruturar medidas para impedir que esses problemas evoluam para falhas críticas.
Veja também: Como reduzir falhas em sistemas hidráulicos offshore e conheça práticas de monitoramento, filtragem, flushing, controle de corrosão e manutenção que ajudam a aumentar a confiabilidade da operação.
A Industrial 4.0 oferece engenharia, serviços especializados e soluções Parker para sistemas hidráulicos industriais e aplicações críticas, incluindo flushing hidráulico, filtragem, monitoramento da contaminação, desidratação do óleo, conexões em aço inox, unidades hidráulicas e testes de componentes.
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