Como reduzir falhas em sistemas hidráulicos offshore?

Saiba como reduzir falhas em sistemas hidráulicos offshore com controle da contaminação, filtragem, flushing e soluções Parker.

Como reduzir falhas em sistemas hidráulicos offshore

Para reduzir falhas em sistemas hidráulicos offshore, é necessário controlar a contaminação do óleo, monitorar sua condição, evitar a entrada de água, prevenir a corrosão, realizar flushing quando necessário e testar os componentes antes de retornarem à operação.

Em uma operação offshore, uma falha hidráulica dificilmente é um problema isolado. Um vazamento, óleo contaminado ou componente desgastado pode comprometer um equipamento crítico, provocar uma parada não programada e gerar altos custos de manutenção e produção.

Além disso, plataformas, FPSOs e embarcações operam continuamente e estão expostos a condições severas, como umidade, atmosfera salina, variações de temperatura, vibração e altas cargas de trabalho.

Por isso, reduzir falhas em sistemas hidráulicos offshore exige uma estratégia que combine controle da contaminação, prevenção da corrosão, monitoramento, manutenção e especificação correta dos componentes.

Antes de falar sobre como prevenir esses problemas, vale entender quais são as principais causas de falhas hidráulicas no offshore e por que elas se tornam ainda mais críticas nesse ambiente.

Como evitar falhas causadas pela contaminação do óleo?

A contaminação do fluido é uma das principais ameaças à confiabilidade de um sistema hidráulico. De fato, dados mostram que ela é responsável por até 80% das falhas nesse tipo de sistema.

Partículas sólidas podem provocar desgaste em bombas, válvulas e outros componentes de precisão. Já a presença de água pode favorecer corrosão, degradação do óleo e redução da vida útil dos componentes.

No offshore, onde uma intervenção pode ser mais complexa e cara, esperar os sintomas aparecerem não é uma boa estratégia.

O ideal é estabelecer uma rotina de controle da condição do fluido, combinando monitoramento, filtragem e ações corretivas.

Para isso, recomendamos recursos como o Parker icount que é um contador de partículas essencial para usar no controle de contaminação. Além disso, a filtragem offline também é um complemento importante, nesse caso temos um carrinho de filtragem de ótimo custo-benefício: o PraticFIL. Por fim, desenvolvemos um sistema para flushing hidráulico, ideal para ser utilizado no comissionamento dos equipamentos. Recomenda o engenheiro Junior Sartor, proprietário da Industrial 4.0 com mais de 20 anos de experiência na área.

Confira um passo a passo do que fazer:

1. Monitore a limpeza do óleo

Não basta olhar para o óleo e concluir que ele está limpo.

O nível de contaminação deve ser acompanhado de forma objetiva, permitindo identificar alterações antes que elas se transformem em falhas.

Contador de Partículas Parker - INDUSTRIAL-4-0
Versão atual do Contador de Partículas Parker iCount

Equipamentos como o Parker iCount permitem monitorar a contaminação por partículas e acompanhar a classe de limpeza do fluido conforme padrões como a ISO 4406.

Isso ajuda a manutenção a sair de uma postura reativa para tomar decisões baseadas na condição real do sistema.

2. Não coloque óleo novo diretamente no sistema

Óleo novo não significa necessariamente óleo na classe de limpeza exigida pelo seu equipamento.

Por isso, uma boa prática é realizar a transferência do fluido com filtragem, evitando introduzir novos contaminantes durante o abastecimento.

Soluções como Parker Guardian e PraticFIL permitem realizar a transferência e filtragem do fluido, além da filtragem off-line do óleo já presente no sistema.

É uma medida relativamente simples que ajuda a preservar bombas, válvulas, cilindros e motores hidráulicos.

3. Controle a presença de água no óleo

No ambiente offshore, o controle da água merece atenção especial.

A presença de água no fluido hidráulico pode favorecer corrosão, desgaste, degradação do óleo e perda de confiabilidade do sistema.

Quando a contaminação já está presente, simplesmente substituir filtros pode não resolver o problema.

Aquavac Parker

Sistemas de desidratação a vácuo, como o Parker AquaVac, permitem remover água livre, emulsificada e dissolvida do óleo, ajudando a recuperar sua condição e reduzir a necessidade de descarte prematuro do fluido.

4. Faça flushing quando a contaminação está no sistema

Existem situações em que filtrar apenas o óleo não é suficiente.

Após montagem de novas tubulações, grandes intervenções, retrofit ou manutenção, resíduos podem permanecer distribuídos pelo circuito.

Nesses casos, o flushing hidráulico realiza a limpeza técnica das tubulações e do sistema antes da entrada em operação.

Flushing de tubulação industrial guia completo

A Industrial 4.0 oferece tanto o serviço de flushing quanto unidades desenvolvidas para sua execução, com controle de pressão, vazão e temperatura e monitoramento da limpeza com Parker iCount.

Como evitar a corrosão em sistemas offshore?

No offshore, a contaminação do óleo é um problema sério, mas de nada adianta controlá-la se não houver investimento para evitá-la. De fato, uma das principais causas da contaminação são vazamentos causados pela corrosão. No ambiente marinho, a corrosão é uma das grandes vilãs e, segundo dados, causa até 468 bilhões de prejuízo todo ano no Brasil.

Por isso, tubulações e conexões precisam ser especificadas considerando as condições reais da aplicação.

Conexões em aço inox vale a pena

As conexões em aço inox Parker EO Plus e EO2 Plus, por exemplo, são desenvolvidas para aplicações de alta pressão e ambientes severos, oferecendo elevada resistência à corrosão e tecnologia de vedação voltada à redução do risco de vazamentos.

Sem dúvida, uma especificação correta pode significar consideravelmente menos intervenções, menos vazamentos e maior disponibilidade do equipamento.

Teste antes de colocar o componente novamente em operação

Por fim, uma manutenção só termina quando existe segurança de que o componente recuperado está apto a voltar ao trabalho.

Bombas, válvulas, cilindros e outros componentes hidráulicos devem ser avaliados antes da reinstalação sempre que a aplicação e o procedimento de manutenção exigirem essa validação.

A bancada de testes da Industrial 4.0 permite avaliar o comportamento de componentes hidráulicos após manutenção e reparo, reduzindo o risco de descobrir um problema somente depois que o equipamento voltou à operação.

No offshore, essa validação ganha ainda mais importância devido à dificuldade e ao custo envolvidos em novas intervenções.

Avalie o sistema, não apenas o componente que falhou

Trocar repetidamente uma bomba que apresenta desgaste, por exemplo, pode não resolver o problema se a verdadeira causa estiver em contaminação, temperatura, filtragem inadequada ou outra condição do circuito.

A mesma lógica vale para cilindros, válvulas, mangueiras e conexões.

Quando existem falhas recorrentes, é importante investigar o sistema como um todo e identificar a causa raiz antes de simplesmente substituir o componente.

É justamente aí que manutenção e engenharia precisam trabalhar juntas.

Como aumentar a confiabilidade hidráulica no offshore?

Não existe uma única solução capaz de impedir todas as falhas.

Uma estratégia consistente combina:

Monitoramento → Filtragem → Controle de água → Flushing → Controle da corrosão → Testes → Manutenção e engenharia.

Quanto mais cedo um desvio é identificado, maior a possibilidade de corrigi-lo antes que ele resulte em uma parada não programada.

Soluções hidráulicas para offshore

A Industrial 4.0, em conjunto com a tecnologia Parker, oferece soluções para diferentes etapas desse processo, incluindo flushing hidráulico, unidades hidráulicas sob medida, bancada de testes, Parker iCount, Guardian, AquaVac, PraticFIL, sistemas de filtragem e conexões em aço inox, além de engenharia e suporte técnico para especificação.

Se sua operação offshore precisa aumentar a confiabilidade dos sistemas hidráulicos, fale com a equipe da Industrial 4.0 e encontre a solução adequada para sua aplicação.

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