Por que equipamentos industriais quebram mais na sexta-feira?

Os equipamentos industriais quebram mais na sexta-feira: verdade, mito, só impressão ou coincidência? Entenda neste artigo.

Por que equipamentos industriais quebram mais na sexta-feira

Se você trabalha na manutenção industrial, provavelmente já ouviu essa frase:

“É só chegar sexta-feira que a máquina resolve parar.”

Pode parecer coincidência, mas essa é uma percepção muito comum no chão de fábrica.

Afinal, os equipamentos realmente apresentam mais falhas na sexta-feira ou isso é apenas impressão?

Primeiramente, é preciso salientar que não existe uma estatística que comprove que a sexta-feira seja o dia oficial das quebras. No entanto, existem fatores técnicos e operacionais que ajudam a explicar por que muitos problemas acabam aparecendo justamente no fim da semana.

O equipamento também “sente” o desgaste da semana

Assim como a equipe acumula cansaço ao longo dos dias, os equipamentos industriais também acumulam desgaste.

Em sistemas hidráulicos, por exemplo, bombas, válvulas, cilindros, mangueiras e conexões trabalham continuamente sob pressão, temperatura elevada, vibração e milhares de ciclos de operação.

Além disso, o óleo hidráulico sofre alterações naturais durante o funcionamento, podendo acumular contaminantes, perder eficiência de lubrificação e trabalhar em temperaturas cada vez mais elevadas.

Ainda assim, nenhum componente “espera” a sexta-feira para falhar.

Mas, fato é que depois de vários dias de operação contínua, é natural que um equipamento próximo do limite apresente a falha justamente no final da semana.

O fator humano também influencia

Sem dúvida, não é apenas o equipamento que chega desgastado à sexta-feira.

A equipe também.

Depois de uma semana inteira de produção, é comum ocorrer:

  • redução da atenção;
  • fadiga física e mental;
  • maior pressão para cumprir metas;
  • correria para finalizar ordens de produção;
  • pequenas inspeções deixadas para depois.

Nessas condições, um pequeno vazamento, um aumento de temperatura ou um ruído diferente podem passar despercebidos.

Quando a falha finalmente aparece, ela costuma exigir uma intervenção muito maior.

Nos sistemas hidráulicos, os sinais aparecem antes

Grande parte das falhas hidráulicas não acontece de forma repentina.

Normalmente, o sistema já vinha apresentando sinais como:

  • aumento da temperatura do óleo;
  • contaminação acima do recomendado;
  • cavitação da bomba;
  • perda gradual de pressão;
  • ruídos anormais;
  • vibração excessiva;
  • vazamentos;
  • saturação prematura dos filtros.

O problema é que, na rotina da fábrica, esses sintomas nem sempre recebem a atenção necessária.

Como evitar o “efeito sexta-feira”

A melhor maneira de evitar esse cenário é não concentrar toda a atenção na sexta-feira.

Uma manutenção mais estratégica deve acompanhar continuamente a condição dos equipamentos.

Algumas práticas ajudam bastante:

  • realizar inspeções distribuídas ao longo da semana;
  • monitorar temperatura e nível do óleo hidráulico;
  • controlar o grau de contaminação do fluido;
  • acompanhar indicadores de desgaste;
  • investigar a causa da falha, e não apenas substituir componentes;
  • utilizar checklists padronizados para inspeção dos sistemas hidráulicos.

Pequenas anomalias identificadas na segunda ou na terça-feira dificilmente se transformam em uma parada inesperada na sexta.

Tecnologia ajuda a antecipar falhas

Hoje existem diversas soluções que permitem identificar alterações antes que elas provoquem uma quebra.

Sensores de temperatura e nível com tecnologia IoT, monitoramento da limpeza do óleo, sistemas de filtragem, flushing hidráulico e diagnósticos especializados permitem acompanhar a saúde do sistema hidráulico durante toda a operação.

Em vez de esperar a falha acontecer, a manutenção passa a atuar de forma preventiva e preditiva.

Mais do que corrigir falhas, é preciso aumentar a confiabilidade

Quando um equipamento hidráulico apresenta problemas recorrentes, nem sempre a solução está apenas na troca de componentes.

Muitas vezes, é necessário analisar todo o sistema: qualidade do óleo, filtragem, temperatura, cavitação, dimensionamento da unidade hidráulica, perdas de carga e condições de operação.

É exatamente nesse ponto que a engenharia faz diferença.

A Industrial 4.0 atua no desenvolvimento, manutenção e melhoria de sistemas hidráulicos industriais, oferecendo soluções como monitoramento inteligente, flushing hidráulico, análise de contaminação do óleo, retrofit de unidades hidráulicas e aplicação de componentes Parker para aumentar a confiabilidade, a disponibilidade e a produtividade dos equipamentos.

Perguntas frequentes

As máquinas realmente quebram mais na sexta-feira?

Não existe uma comprovação estatística de que isso aconteça em todas as indústrias. Porém, é comum que as falhas se manifestem no fim da semana devido ao desgaste acumulado dos equipamentos, à fadiga da equipe e à pressão por produtividade.

Equipamentos hidráulicos também sofrem esse efeito?

Sim. Bombas, válvulas, cilindros e outros componentes hidráulicos acumulam desgaste ao longo da operação. Além disso, alterações na temperatura e na contaminação do óleo podem acelerar o surgimento de falhas.

Como reduzir esse tipo de ocorrência?

A melhor estratégia é acompanhar continuamente a condição do sistema hidráulico por meio de inspeções, monitoramento do óleo, controle de temperatura, filtragem adequada e manutenção baseada em condição.

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