Apesar do ano difícil, pequenas indústrias devem terminar 2020 em alta. Da mesma forma, expectativa para 2021 é boa.

Este foi o ano da maior queda, mas também foi o ano da maior alta. O que mostra que as indústrias tiverem a resiliência necessária para, ao menos até agora, se recuperar da crise. O bom nisso tudo é que não estamos falando apenas das grandes indústrias e sim das indústrias de pequeno porte, àquelas que naturalmente são mais afetadas quando uma crise desse tamanho atinge o país.

PEQUENAS INDÚSTRIAS

De fato, a partir da reabertura da economia, as indústrias de menor porte rapidamente voltaram a crescer, inclusive gerando empregos.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de desempenho das pequenas indústrias no terceiro trimestre de 2020 foi o melhor desde que começou a ser medido, em 2012. De fato, o índice encerrou novembro com 52,3 pontos, o que representa uma alta considerável em relação a julho, quando foram registrados 41,3.

RECUPERAÇÃO

Para se ter uma ideia melhor do tamanho dessa recuperação, é preciso olhar para abril — primeiro mês após o início da pandemia no país. Naquele mês, o indicador chegou ao nível mais baixo da história, atingindo 27,1 pontos. Ou seja, desde então, o índice praticamente dobrou, chegando a um crescimento de 25,2 pontos.

Além disso, a pesquisa da CNI mediu também a situação financeira das indústrias de menor porte. Após um começo de ano complicado, essas indústrias se mostraram em franca recuperação também nesse quesito. Afinal, o índice no terceiro trimestre ficou em 41,9 pontos, representando uma alta de 8,7 pontos em relação ao fim do segundo trimestre. Cabe destacar, que esse indicador está no melhor nível desde o último trimestre de 2013.

PRINCIPAIS AMEAÇAS

Por fim, o levantamento mediu também os principais problemas e preocupações das pequenas indústrias. Nesse sentido, o encarecimento do dólar chama a atenção, já que tem resultado em frequentes aumentos nos preços dos insumos. Além disso, a escassez de matérias-primas também tem despertado a preocupação.

De fato, a falta ou alto custo de insumos representam 60,1% das preocupações nas indústrias de transformação, bem como 40,5% nas indústrias ligadas à construção. Já nas indústrias extrativas, a maior preocupação relatada foi alto custo da energia, citada por 33,3%.

Além disso, a alta carga tributária também foi amplamente mencionada por todos os segmentos.

ÍNDICE DE CONFIANÇA

Apesar da recuperação — comprovada nos números acima mencionados — o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), iniciou o terceiro trimestre em 59,5 pontos, com recuo de 0,2 ponto em relação o trimestre anterior. Essa foi a primeira queda observada em cinco meses. Ainda assim, o valor encontra-se num nível bom, porém, abaixo dos 63 pontos registrados no começo do ano, antes do início da pandemia.

Tal fato, certamente tem relação com a chegada de uma segunda onda e a preocupação em como isso afetará a indústria dessa vez.

EXPECTATIVA ALTA

Apesar disso, segundo a sondagem industrial realizada pela CNI no mês de novembro, os índices de expectativas permanecem em patamares elevados, mesmo com as recentes quedas. Ou seja, indicam que, mesmo com as preocupações, os empresários seguem bastante otimistas em relação aos próximos meses.

De qualquer forma, a expectativa é grande para que em 2021 a indústria brasileira finalmente se recupere em definitivo da crise que se arrasta desde 2014. Recuperação que vinha lentamente seguindo seu rumo e que foi colocada em cheque pela pandemia, mas que, na medida do possível, foi retomada no segundo semestre.

A HORA DA INDUSTRIA 4.0

Seja como for, é fato que, quem quiser se manter competitivo, precisará investir na modernização dos equipamentos. Estudos mostram que em 2020, mesmo com a crise, a Indústria 4.0 avançou no país. Isso tem relação com a competitividade e redução nos custos proporcionadas pelas tecnologias ligadas à Quarta Revolução Industrial. Certamente, tais tecnologias são muito úteis num contexto em que é preciso reduzir desperdícios, aumentar a eficiência e diminuir custos de manutenção. Desse modo, é fato: quem se preparou em 2019 ou antes lidou melhor com a crise de 2020. Da mesma forma, quem se preparou em 2020, se dará melhor no período de recuperação em 2021. CLIQUE AQUI e descubra como implantar a Indústria 4.0 em pequenas e médias indústrias.

Fonte: Jornal do Comércio

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