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As tecnologias da quarta revolução industrial ameaçam milhões de empregos. Verdade ou mito?

Essa preocupação é recorrente sempre que aparecem novas tecnologias e mais recentemente ganhou força com o surgimento da Indústria 4.0.

 

A ideia de que as novas tecnologias ameaçam o emprego de milhões de trabalhadores não é nova. Desde os primórdios da revolução industrial até a evolução da automação esse é um tema bastante discutido. Agora, no contexto da Indústria 4.0 – onde é prevista uma adesão ainda maior às tecnologias de inteligência artificial – essa preocupação voltou à tona com toda força.

No entanto, se é verdade ou mito, não é possível chegar a uma conclusão objetiva. Enquanto estudo da McKinsey Global Institute aponta para uma real ameaça a cerca de 800 milhões de empregos, olhando para o passado, percebe-se que a tecnologia não é assim tão destrutiva. Pelo que pode ser observado na história, sempre que houve alguma revolução tecnológica, novos empregos foram criados e aqueles que resistiram foram redefinidos.

Pesquisadores da própria McKinsey ressaltam que essa preocupação não é um fenômeno novo e citam um estudo de 1960 que concluiu que “tecnologia destrói empregos, mas não o trabalho.” Para exemplificar, o instituto usou o efeito do computador pessoal nos Estados Unidos, que no anos 80 – a despeito dos temores – gerou 18,5 milhões de novos empregos no país.

Fato é que, junto com a ameaça sempre vêm as oportunidades. Num universo autônomo e cheio de robôs, algumas pessoas terão de reciclar suas carreiras, já outras poderão até se beneficiar e colher grandes frutos (como profissionais criativos, profissionais de TI e da saúde, professores, executivos, vendedores e engenheiros).

 

AMEAÇAS E OPORTUNIDADES

A chegada da Indústria 4.0 e suas tecnologias transformarão a relação da indústria com os trabalhadores. De trabalhos manuais e repetitivos a necessidade mudará para trabalhos intelectuais, que exijam reflexão, pesquisa, poder de comunicação e de negociação.

Isso, naturalmente, apontará para um aumento da capacitação e, consequentemente, da renda dos trabalhadores. Mas, para que isso aconteça, é necessário que os governos e a sociedade civil como um todo entendam a onda de mudanças tecnológicas, invistam nos trabalhadores e adaptem políticas, instituições e modelos de negócios para essa nova era. Isso já aconteceu com sucesso (em outras ocasiões) em países como a Coreia do Sul, China, Alemanha e Estados Unidos, por exemplo. Se esse novo cenário e as adaptações que precisam ser feitas não forem levadas a sério, além do desemprego, pode ocasionar a desigualdade entre os salários e, consequentemente, desigualdade social e, até mesmo, levar a instabilidades políticas.

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